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Análise | Osseointegração

analise comparativa

Análise | Osseointegração

Análise comparativa in vivo do potencial de osseointegração entre três marcas de implantes líderes no mercado europeu

NOTA: Artigo original publicado na Implant News

RESUMO

Objetivos:

Avaliar in vivo (histomorfometricamente) o potencial de osseointegração de três marcas comerciais de implantes consideradas como de primeira linha no mercado mundial. Material e métodos: seis coelhos New Zealand, de mesmo peso e idade, receberam 24 implantes de diâmetros similares e comprimentos iguais, de três marcas com tratamentos de superfície variados: G1 (Nobel Biocare, Nobel Replace), G2 (MIS, V3) e G3 (Straumann, Bone Level). Os implantes foram colocados nas metáfises proximais e distais seguindo os protocolos de osteotomia. Após anestesia e sacrífico dos animais, os implantes foram retirados 45 dias depois para análise histomorfométrica. Ainda, um implante de cada marca foi submetido à análise por MEV (Philips XL30) com diferentes aumentos, sendo as imagens obtidas no modo BSEs. A porcentagem de contato osso-implante entre os grupos foi analisada pelo teste Anova (α=0,05). Resultados: os três modelos de tratamento superficial produziram alta osteocondutividade e boa formação óssea, não havendo diferença entre os valores BIC (p=0,94). Conclusão: as três superfícies testadas apresentaram um grau de osseointegração muito similar.

Palavras-chave – Implante Dental; Macrogeometria; Microgeometria; Superfície; Osseointegração.

Introdução

Nas últimas décadas, o desenvolvimento de implantes osseointegráveis tem avançado de duas maneiras distintas: a primeira com variações no macrodesenho (forma do corpo e forma das espiras) e a segunda com variações do microdesenho, o qual corresponde aos diferentes tratamentos de superfície. Entretanto, apesar do evidente sucesso da técnica de reabilitação com implantes dentais e os avanços das pesquisas nessa área, todas essas informações não trouxeram um conceito de como deveria ser o desenho de um implante osseointegrável ideal.

Assim, diferentes formas e modelos de tratamento de superfícies foram desenvolvidos, buscando aumentar a adesão do osso ao implante, aumentando, dessa forma, o fenômeno da osseointegração, que é a conexão direta estrutural entre o osso vivo e ordenado e a superfície de um implante submetido à carga funcional1.

Historicamente, as superfícies maquinadas (lisas) e as jateadas foram as pioneiras, dentre as quais podemos citar os jateamentos com sílica e o óxido de alumínio ou óxido de titânio2-10. Posteriormente, tratamentos ácidos provocando oxidações iônicas11-15, recobrimento com plasmas spray de titânio e de hidroxiapatita foram propostos16-17, todos avaliados micrometricamente, sempre com o objetivo de potencializar e/ou acelerar o crescimento e o contato entre o osso e o implante. Todos esses tratamentos visam criar rugosidades, dando uma tensão e energia superficiais, favoráveis à adesão de osteoblastos e consequente formação de grande quantidade de matriz extracelular depositada sobre a superfície, aumentando a área funcional do implante18-19.

Com a evolução dos microscópios eletrônicos de varredura (MEV) e força atômica, as superfícies passaram a ser avaliadas também em outras dimensões. Em análise por MEV, a observação de superfícies em grandes aumentos proporciona a medição de rugosidades nanométricas e a observação da interação da superfície dos implantes com osteoblastos em estudos que permitem avaliar a maior ou menor formação de matriz extracelular e consequente mineralização óssea in vitro.

O presente estudo apresenta resultados de avaliação in vivo comparando três marcas comerciais de implantes, com diferentes superfícies e macrodesenhos de implantes, tendo como objetivo secundário dar subsídios científicos dos níveis de osseointegração alcançados por esses materiais (implantes), considerados de primeira linha.

Figuras 1 – Imagens dos implantes e da superfície de cada modelo utilizado neste estudo. A. Grupo 1. B. Grupo 2. C. Grupo 3.

Figura 1A

Figura 1B

Figura1C

Material e Métodos
Animais
Análise histomorfométrica
Análise estatística
Resultados
Discussão

Conclusão

Dentro das limitações do presente estudo, principalmente pela reduzida quantidade de amostras estudadas, pôde-se concluir que as três superfícies testadas apresentaram um grau de osseointegração similar. Entretanto, na porção cortical dos implantes, o modelo triangular apresentado nos implantes MIS mostrou melhor qualidade do tecido ósseo neoformado.

Nota de esclarecimento

Nós, os autores deste trabalho, não recebemos apoio financeiro para pesquisa dado por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Nós, ou os membros de nossas famílias, não recebemos honorários de consultoria ou fomos pagos como avaliadores por organizações que possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho, não possuímos ações ou investimentos em organizações que também possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho. Não recebemos honorários de apresentações vindos de organizações que com fins lucrativos possam ter ganho ou perda com a publicação deste trabalho, não estamos empregados pela entidade comercial que patrocinou o estudo e também não possuímos patentes ou royalties, nem trabalhamos como testemunha especializada, ou realizamos atividades para uma entidade com interesse financeiro nesta área.