O nome científico é litíase, mas é vulgarmente conhecido como pedras nos rins. É uma condição dolorosa, que afeta cerca de 800 mil portugueses, mas que pode ser prevenida se não descurar a hidratação.
O que é são pedras nos rins?
O cálculo – ou a pedra – é inicialmente formado no rim, onde pode ficar durante muitos anos sem qualquer sintomatologia. Quando se desloca para a bexiga através do ureter – uma estrutura muito fina e delicada – provoca a cólica renal, extremamente dolorosa, levando as pessoas a procurar um médico de urgência.
Pedras nos rins: pico no verão
Estudos diversos confirmam o aumento em cerca de 20% do número de casos de pedras nos rins durante o verão. Quando a temperatura aumenta, a transpiração também é mais abundante, logo perdemos líquidos essenciais, provocando a concentração de sais minerais na urina. Por vezes, soma-se a isto uma alimentação menos cuidada e uma fraca hidratação. Estão assim criadas as condições ideais para a formação dos cálculos nos rins ou litíase.
Cuidados a ter
Bebam líquidos, onde a água está incluída, mas não só, exemplos:
- Chá;
- Sumo;
- Sopa;
- Fruta.
E que quantidade de líquidos é aconselhada? A necessária para a urina vir clara. Quanto mais clara, menor é a concentração de iões assim como será menor probabilidade de formação de cálculos. De qualquer forma, no mínimo será entre 1,5 litros a 2 litros. Mas essa quantidade pode não ser suficiente: Depende da temperatura ambiente, da humidade relativa e do tipo de alimentação. Quando há atividade física deve redobrar-se este cuidado.
Beber água pode ser uma questão de hábito: Se começar a beber mais líquidos, vai sentir falta e vai beber mais.
Quem é mais afetado pelas pedras nos rins?
O género não é determinante, mas pode haver um pico de incidência por volta dos 40/50 anos. O problema é maior quando são mais jovens, porque a probabilidade de recidiva aumenta, na medida em que há determinadas práticas que é preciso alterar. Caso não o sejam, terão problemas ao longo da vida. Há formadores crónicos de cálculos, exatamente porque os seus hábitos não se alteram.
Diagnóstico
Podem ser feitas ecografias, mas se o tamanho for muito diminuto, não significa que se terá de realizar qualquer intervenção, pois o cálculo pode sair por si. Mas a prevenção terá de ser reforçada, para não aumentar o número de cálculos ou as suas dimensões.
Ainda assim, deve procurar-se um especialista, dado que um cálculo de 3-4 milímetros pode dar problemas, provocando infeções generalizadas.
Tratamentos disponíveis
A abordagem de tratamento é adequada à composição e localização dos cálculos.
- Litotrícia extracorporal por ondas de choque (LEOC)
Método de tratamento não invasivo dos cálculos do aparelho urinário.
- Ureterorrenoscopia
Faz-se uma exploração endoscópica do ureter, o cálculo é depois fragmentado e retirado com pinças.



